CCBB Rio de Janeiro celebra 80 anos do icônico diretor mineiro Eid Ribeiro com nova encenação de “Fim de Partida”, de Samuel Beckett
- Redação
- 4 de jun. de 2024
- 4 min de leitura
Atualizado: 17 de out. de 2024

Ao completar 80 anos de vida, Eid Ribeiro retorna a um dos mais conhecidos textos de Samuel Beckett “Fim de Partida”, peça já levada aos palcos pelo diretor mineiro em 1988, quando mergulhou no mundo sombrio e angustiante como Samuel Beckett a concebeu. Hoje, ele inova ao revisitar o espetáculo tendo desta vez dois palhaços da Trupe Garnizé como protagonistas: Francisco Dornellas e seu filho Victor, além de João Santos e Marina Viana, em participações especiais. Eid resolveu rir do fim do mundo, trazendo à cena o olhar do palhaço.
Assim, a nova encenação de Eid Ribeiro traz um Beckett com tons de comédia, sem deixar de ser profundamente humano. No palco, Francisco Dornellas (79 anos) vive Hamm e contorna suas dificuldades motoras e cognitivas, ocasionadas por dois AVCs recentes. Para superar os desafios, Chico conta com recursos tecnológicos e o auxílio do filho, Victor Dhornelas, que vive o personagem Clov, ambos dividem a cena desde a infância de Victor.
O novo “Fim de Partida” de Eid Ribeiro busca provocar uma simbiose entre o personagem da ficção beckettiana e a linguagem da palhaçaria, com duas narrativas que percorrerão caminhos paralelos, mas que se identificarão em determinados momentos, praticando um jogo de ironia e escárnio, rindo do trágico destino traçado para a humanidade. O resultado pode ser visto como um espetáculo que navega rumo ao acaso e à improvisação, mas com pontual elaboração em determinados momentos.
“Enquanto os seres humanos não conseguem se comunicar apesar de falarem pelos cotovelos, o humor e o riso fazem parte dessa nossa tragédia. Então, nada melhor que a sabedoria de um velho palhaço para narrar a sua história”, brinca Eid Ribeiro.
Com patrocínio do Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a estreia no Rio de Janeiro será no dia 5 de junho, quarta-feira, no Teatro III do CCBB, onde fica em cartaz de quarta a sábado às 19h e domingo às 17:30h, até 30 de junho, com ingressos a partir de 15 reais.
Ficha técnica
Texto: Samuel Beckett
Direção: Eid Ribeiro
Assistente de direção: João Santos
Tradução: Fábio de Souza Andrade
Elenco: Francisco Dornellas, Victor Dhornelas, João Santos e Marina Viana
Iluminação: Bruno Cerezoli
Trilha Sonora: Eid Ribeiro e João Santos
Trilha sonora original e efeitos sonoros: Airon Gischewski
Cenário e figurino: Eduardo Félix
Assistente de cenografia: Márcio Miranda
Costureira: Aurora Majnoni
Serralheiro: Nilson Santos
Colaboração artística (figurino e maquiagem): Thálita Motta
Execução de maquiagem: Victor Dhornelas
Confecção de boneco: Leandro Marra e Eduardo Félix
Consultor de palhaçaria: Evandro Heringer
Preparação corporal: Eliatrice Gischewski
Preparação vocal: Ana Hadad
Produção executiva: Nathan Coutinho
Assistentes de produção: Guga Medeiros e Daniel Dornellas
Coordenação de Produção e Gestão de projeto: Cris Moreira - Esparrama!
Gestão financeira: Graziane Gonçalves
Coordenação de Comunicação Bárbara Amaral
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Edição do release para o CCBB RJ: Ney Motta
Fotos de divulgação: André Veloso
Programação Visual: Tiago de Macedo - Estúdio Ofício
Serviço
Fim de Partida
Temporada: 5 a 30 de junho de 2024
Dias e horários: Quarta à sábado às 19h e domingo às 17:30h
Centro Cultural Banco do Brasil – Teatro III
Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro
Informações: 21 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br
Valor do ingresso: R$ 30 (inteira) e R$15 (meia)
Estudantes, maiores de 65 anos e Clientes Ourocard pagam meia entrada.
Ingressos adquiridos na bilheteria do CCBB ou antecipadamente pelo site bb.com.br/cultura
Funcionamento do CCBB Rio: de quarta a domingo, das 9h às 20h (fecha às terças).
Duração: 135 minutos, com 10 minutos de intervalo
Classificação: 16 anos
Economia da Cultura e Economia Criativa
A cultura é inerente ao ser humano e tem raízes profundas na história mundial. Desde a arte rupestre, que existe há mais de 40 mil anos, até os produtos culturais consumidos diariamente, como filmes, músicas e séries, a cultura desempenha um papel vital em nossa sociedade. No entanto, o setor cultural e da economia criativa representam 3.11% do PIB, segundo relatório da Fundação Itaú.
É aqui que entra a economia da cultura e a economia criativa.
Economia da Cultura: Esse termo surgiu em 1965, quando economistas analisaram os teatros da Broadway e apontaram a necessidade de subsídios para o setor cultural. Simplificando, a economia da cultura considera o impacto econômico das atividades, produtos e serviços culturais.
Economia Criativa: A economia criativa abrange setores como música, cinema, artes cênicas, arquitetura, publicidade e desenvolvimento de software. Ela promove a criatividade, a inovação e a geração de valor econômico. A música, como parte desse cenário, desempenha um papel crucial.
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